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O Mercado Imobiliário Português Entra numa Nova Fase

  • O Mercado Imobiliário Português Entra numa Nova Fase

Quem acompanha há vários anos o mercado imobiliário em Portugal reconhece que o setor está a entrar numa nova fase. Não se trata do fim de um ciclo de crescimento, mas sim de uma transição para um estágio mais estável, exigente e estruturalmente mais sólido, mantendo perspetivas positivas.

Após dois anos consecutivos de crescimento a dois dígitos, os preços residenciais em Portugal chegaram a liderar a Europa. Em 2024, os preços da habitação aumentaram 11,5%. Em 2025, a subida ultrapassou os 15%, mais do dobro da média europeia. As previsões atuais apontam para uma moderação do crescimento para cerca de 7% este ano, com uma desaceleração adicional para entre 5% e 5,5% nos dois anos seguintes. Ainda assim, Portugal deverá manter-se entre os três mercados com melhor desempenho em termos de valorização na Europa.

Esta ajustação no ritmo de crescimento reflete um mercado que caminha para maior maturidade e estabilidade. A procura é sustentada não apenas por fatores conjunturais, mas sobretudo por elementos estruturais. As alterações demográficas, o aumento do número de agregados familiares e a persistente escassez de oferta continuam a impulsionar uma procura robusta. Embora a Europa enfrente um envelhecimento populacional, o crescimento da procura habitacional tem superado largamente o crescimento da população. Em Portugal, a falta de habitação é particularmente evidente: por cada seis casas vendidas, apenas uma é concluída. Este desequilíbrio entre oferta e procura permanece um fator determinante na pressão sobre os preços.

Apesar de existirem alertas sobre níveis de valorização, a situação atual reflete essencialmente tensões estruturais entre oferta limitada e procura consistente. O equilíbrio futuro do mercado dependerá do aumento da oferta habitacional, da aceleração dos processos de licenciamento e da melhoria da eficiência no setor da construção.

Simultaneamente, o investimento imobiliário demonstra níveis sólidos de confiança. Em 2025, o volume de investimento atingiu 2,8 mil milhões de euros, representando um crescimento anual de 22% e superando a média da última década. Os segmentos de escritórios, retalho e hotelaria concentraram a maior parte do capital investido. As yields mantêm-se estáveis, existindo inclusive potencial de compressão adicional em áreas como a logística.

Lisboa continua a ser a cidade com os preços mais elevados, ultrapassando os 6.000 euros por metro quadrado. Contudo, a dinâmica de crescimento já não se limita às áreas metropolitanas. Capitais de distrito como Guarda, Beja e Santarém registaram aumentos superiores a 20%. Nos Açores e na Madeira, algumas ilhas também apresentam desempenhos notáveis. O mercado imobiliário português evolui, assim, de um modelo concentrado para uma expansão de caráter nacional.

No segmento residencial, o preço mediano já ultrapassou os 3.000 euros por metro quadrado. Embora as taxas de juro tenham estabilizado e o espaço para novas descidas seja limitado, os níveis de desemprego controlados e os rendimentos relativamente estáveis continuam a sustentar o setor.

Fatores externos, como a incerteza económica global ou fenómenos climáticos extremos recentes, poderão influenciar o ritmo do mercado. Ainda assim, numa perspetiva global, o mercado imobiliário português passou de destino emergente a mercado mais maduro e resiliente. O desafio atual já não é apenas crescer rapidamente, mas assegurar um desenvolvimento equilibrado e sustentável, apoiado numa base sólida de procura estrutural.

Link original: https://www.theportugalnews.com/news/2026-02-22/portuguese-real-estate-does-not-slow-down-but-it-changes-pace/976855

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