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Guerra no Médio Oriente desvia 300 mil turistas britânicos para Portugal

  • Guerra no Médio Oriente desvia 300 mil turistas britânicos para Portugal

O termo “safe haven” (porto seguro) é agora frequente entre os operadores de turismo quando se fala de Portugal como opção de substituição do Médio Oriente.

“Estamos a assistir a uma reconversão clara dos fluxos turísticos, o que tem implicado o reposicionamento de Portugal, que passou a constituir-se como destino de abrigo devido à sua segurança”, afirma António Lopes de Almeida, professor adjunto do Instituto Superior de Administração e Gestão – European Business School e especialista na área do turismo, em declarações ao Jornal de Notícias.

“Também poderá estar a dar-se uma reconfiguração do próprio perfil do visitante, cada vez mais de classe média e superior, logo com mais poder de compra”, acrescentou o mesmo docente, num trabalho do diário que dá conta que a guerra no Médio Oriente vai desviar centenas de milhares de turistas, sobretudo britânicos, para Portugal.

Só da Grã-Bretanha ascendem a 300 mil as pessoas que vão trocar as férias de verão planeadas para destinos no Médio Oriente por Portugal, ao invés de paragens como o Dubai e Abu Dhabi, ambas nos Emirados Árabes Unidos, o Qatar e mesmo a Jordânia, adianta o diário.

“Trata-se de um valor que ronda cerca de 10% do habitual mercado nessa zona do globo, que se aproxima dos três milhões. São turistas que em férias privilegiam a segurança e que já começaram a alterar os seus roteiros inicialmente pensados”, explicou ao JN Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagem (ANAV).

Numa perspetiva mais macroeconómica, as alterações nos fluxos turísticos não representam apenas fenómenos de curto prazo, refletindo também uma preferência estrutural do mercado pela segurança e estabilidade. Nos últimos anos, Portugal tem sido consistentemente reconhecido a nível global como um país seguro, estável e com elevada qualidade de vida, sendo que esta “perceção de segurança” se tem vindo a traduzir, de forma gradual, numa maior atratividade económica e de investimento.

Com a evolução da composição dos visitantes internacionais, em particular com o aumento de turistas com maior capacidade de consumo, é expectável uma valorização do nível de consumo, das receitas do setor dos serviços e de toda a cadeia de valor associada. Neste contexto, setores como a hotelaria, o alojamento local e o imobiliário nas principais cidades poderão continuar a beneficiar desta dinâmica de procura.

Para os investidores, Portugal não só mantém as suas vantagens tradicionais — como a qualidade de vida e a estabilidade institucional — como também começa a incorporar novos motores de crescimento associados à evolução do turismo e à transformação estrutural da economia. Neste enquadramento, o país afirma-se cada vez mais como um destino relevante para estratégias de investimento de longo prazo.

Link original: https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/turismo---lazer/detalhe/guerra-no-medio-oriente-desvia-300-mil-turistas-britanicos-para-portugal

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