Avaliação bancária das casas dispara 29 euros por metro quadrado entre Fevereiro e Março
O que também voltou a aumentar, depois de ter caído nos primeiros dois meses do ano, foi o número de avaliações bancárias, que atingiu 32,8 mil, o que representa uma subida de 10,8% face ao mês anterior (mais 3.214 pedidos), em cadeia. Contudo, este número ainda representa uma descida de 10,3% face a Março do ano passado, período que foi particularmente dinâmico neste tipo de crédito.
A subida de valor dos imóveis residenciais é explicada, essencialmente, pela pressão entre oferta e procura.
Preocupações com Preços Elevados e Crédito Jovem
O elevado preço das casas e a concessão de crédito a jovens até aos 35 anos de idade, que em grande parte das transacções tem beneficiado da garantia pública (que permite aceder a 100% do crédito para compra do imóvel) e da isenção de impostos (especialmente o IMT e Imposto do selo), tem gerado preocupações ao Banco de Portugal (BdP).
Na base dessas preocupações está o facto de um grande número de transacções imobiliárias estar a ser feita a preços elevados enquanto as taxas de juro estão relativamente baixas, o que, num caso de subida, como já começou a acontecer, pode criar dificuldades aos detentores desses empréstimos (mutuários).
Tendo em conta a subida de preços e o reforço substancial da garantia pública, decidida na semana passada pelo Governo, é esperado que o supervisor bancário tome medidas brevemente, de forma a travar a concessão de crédito a mutuários com maior risco (relação entre rendimentos e montante de crédito).

Variações Regionais e Segmentos de Mercado
Relativamente ao valor da avaliação bancária registada em Março, a Região Autónoma da Madeira apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (2,1%), não se tendo registado qualquer descida, revela o INE. Em comparação com 12 meses antes (Março de 2025), a variação mais acentuada verificou-se na Península de Setúbal (24,8%).
Apartamentos vs. Moradias
Por segmentos, o valor mediano de avaliação bancária dos apartamentos foi 2.511 euros por metro quadrado, uma subida homóloga de 21,2%. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.333 euros) e no Algarve (2.883 euros).
Nas moradias, o valor mediano da avaliação ascendeu a 1.542 euros por metro quadrado, o que representa um aumento de 12,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.838 euros) e no Algarve (2.755 euros).
Link original: https://www.publico.pt/2026/04/27/economia/noticia/avaliacao-bancaria-casas-dispara-29-euros-metro-quadrado-fevereiro-marco-2172657
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